sábado, 6 de agosto de 2016

Colher mel, num sitio improvável...mesmo!!!

Foi interessante, há muitos anos que não fazia isto, colher o mel das colmeias do Sr Agostinho, um idoso de 80 mas com mentalidade de 30!!!
As forças já não são o que eram, mas eu resolvi naquele momento fazer a boa ação do dia, que me valeu um premio muito doce.
Os bichos atacaram-me forte feio...nunca tinha visto "gado" com tão mau feitio, Jazus!!!
ZzzzZZZzzzz!!!! BzZZZZ!!!! JAzus!! estas gajas não me largam!!!! e BZZZZZzzzzz e ferroada prá qui ferroada pra cá!!! - O meu fato aguentou todas as ferroadas excepto uma no ante-braço...só deu tempo para me manifestar através de um "requintado" - oh f*%#&-"/ !!!
Foi giro, apesar de tudo, veio à minha memória eu e o meu pai com as nossas colmeias quando eu era mais novo.
Deu-me vontade de ter abelhas de novo, ver o mel escorrer pelo alguidar de barro vidrado, de uma forma antiga , mas muito rica de conversas e saberes.
No final recebi uns frasquinhos do precioso liquido, uma feijoada (com este calor todo!!!) e um obrigado sincero.
Para o ano que vem...há mais!



sexta-feira, 29 de julho de 2016

uma perspectiva diferente...eu aqui?! nã...




Depois de 3 meses acima e abaixo decidi fixar-me. Dia 18 Julho foi o meu primeiro dia aqui, aqui na minha nova “casita” arrendada.
Cheguei e não vi viva alma, pois claro que não, estavam uns modestos 39º , e eu suava em bica. Arrumei as coisas, as roupas, os sapatos, os ténis, o meu fato de treino que vai ter muito trabalhinho, ai se vai…trilhos não faltam, e as minhas “gorduras localizadas” assim se exibem!
O ar da casa fez-me lembrar a casa da minha bisavó Maria, era pequenina, fresca de verão e quente de inverno. Tenho saudades da bisa Maria, e dos seus reputadíssimos ovos mexidos com tiras de queijo seco. Ela sabia que nós gostávamos e guardava sempre os maiores para dar aos meninos, como ela dizia. A casa era feita de terra e lajes em pedra, tal como esta.
Foi uma coisa esquisita, olhei, e disse logo que sim…pareceu-me bem, conheço-me suficientemente bem para aquele tipo de reações. Por vezes dou-me mal! Vamos lá ver. Acho que me apaixonei pela vista que tinha em frente e dos quilómetros que iria deixar de fazer. Este lugar é lindo em qualquer parte do mundo.
À noite, depois do jantar, saí para a rua e fui até à margem do rio molhar os pés…ainda havia gente por lá. Quando subia a rua de pedra, de regresso ouvi o meu primeiro “boa nôte” de uma velhinha que por ali vive. Aqui sabe-se tudo na hora, e já se sabia que havia um rapaz novo por estas bandas. Novo, eu, logo eu…mas aqui, os residentes são velhotes – por isso devo ser o habitante mais novo de Fernandaires.
Os cheiros…esses, já não me lembrava do cheiro ao soalho tratado com cera, os cheiros das paredes e das madeiras. A última sensação parecida foi há tanto tempo, numa casa também velha, daquela que foi, provavelmente, a mulher da minha vida.
Isso, tolha-me por completo, faz-me parecer pequeno e velho porque o tempo passa…tenho a sensação que não vou ficar aqui muito tempo. Será tempo de partir um dia, mas já que aqui estou, Deus é grande por isso, e vai dando-me aos poucos aquilo que eu perdi, aos poucos.
Que calor este, Jazus!!! Amanhã é outro dia, e esta é a minha cama, aquela que eu hoje me vou deitar, feita por mim. Sentado, olho para fora, para o rio, e é tudo tão bonito, até a cor do Verão.

…que calor este!!! Jazus!!!

sábado, 16 de julho de 2016

"cosa nostra"



Do I still Love you? Absolutely. There is not a doubt in my mind. Through all my mind, my ego... I was always faithful in my Love for you. That I made you doubt it, that is the great mistake of a Life full of mistakes. The truth doesn't set us free. I can tell you I Love you as many times as you can stand to hear it and all that does, the only thing, is remind us... that Love is not enough. Not even close.

e por tudo mais...

Galgada a estrada por entre árvores que me conhecem e curvas que me são gentis, ao olhar-te, a minha alma desenha-se em imagens de cores subtis, mostrando-me a emoção na pequena baía adornada de azuis simples e mediterrânicos, a igreja de uma forma esquisita, é o centro, e tudo o resto são sonhos.
Chego sozinho, não se vê vivalma, o calor é tórrido, e o suor corre-me em bica, as aves, as mais velhas esvoaçam em sinal de prenúncio do que me pode acontecer aqui, e aqui acontece-me sempre alguma coisa que guardo para a vida.
Este vento enfeitado de Verão, deixa todos os aromas suavemente nos meus lábios como se fossem os teus dedos, moldados.
Viro-me por aqui e por ali, revejo-me em todos os sítios onde pisamos a dois, a essência está aqui, o resto é que não - e por tudo mais, esta água, o silêncio do vazio de um dia quente de Verão.

sábado, 9 de julho de 2016

de regresso...

Estava um calor intenso...o visor indicava 34,5 º  e eram quase 19:00 !!!
Se há um ponto na minha "rota"  que eu adoro cruzar é uma aldeia que separa os dois concelhos, entre a ponte do Zêzere, próximo do Lago Azul.
Para a semana que vem vou mudar-me de armas e bagagens, é distância a mais por dia.
Arranjei uma casa para mim, pequena,tão pequenina, feita de pedra, lajes a decorar de cor branca, parapeito tipicamente beirão - tão tradicional para estes lados, foi feita à minha imagem - a paisagem é idílica, abri a "janela" naquele dia, e, na primeira vez que os proprietários a foram mostrar, só tive tempo de dizer:
Fico com ela!
 Aqui, estou longe de tudo e tão próximo do resto. Ter paz tranquiliza-me, fico mais calmo, esqueço melhor as coisas, tudo...efeito aspirina. Deve ser.
As minhas caminhadas, os meus passeios, eu... descobrir isto aqui!!!  - Preciso de um barco!!! mesmo velho! vai ser interessante. Estarei a pedir demais?!
Quem diria... eu aqui, Jazus!!!

domingo, 3 de julho de 2016

por aí, a crescer.

Hoje andei por aí, fui ver o mar,comer um peixinho, uma salada de tomate, uma batata cozida.
Um lauto almoço, caro demais, mas bom.
Fui passear pelo areal húmido da praia, calor qb, e água gelada da costa também fria qb.
O malote está já preparado, amanhã parto com destino a Toulouse, 3 dias, em trabalho...gosto.
Não consigo estar acomodado, parece que tenho bichos carpinteiros , apesar de estar a abrandar, confesso, deve ser da idade, abrandar não em termos de velocidade de fazer as coisas , mas abrandar, no sentido real da coisa. Parar, antigamente eu não parava...é estranho eu parar o motor do carro e sair para cheirar uma flor que desconheço, tirar uma foto de telemóvel, abrandar para ver uma plantação a nascer. Tudo cresce, tudo se desenvolve, há um movimento normal na vida, gosto de ver a  mudança.
Eu também, curiosamente.



sábado, 25 de junho de 2016

consciente

Cheguei até aqui, bem ou mal, fiz aquilo que a consciência ditou.
Já paguei por certos danos, outros há que nunca se apagarão, outros vão-se diluindo aos poucos.
Cheguei pelo menos a um ponto...
Eu estou numa fase da minha vida onde não sinto mais a necessidade de impressionar ninguém, pelo meu feitio, pelas minhas atitudes, modo de encarar a vida, pelas minhas vitórias, etc.
Se não gostarem de mim assim, pouco me importa. Não vivo obcecado com isso.
Somos criticados por tudo e por nada, por coisas mesmo de nada, isso impressiona-me pela negativa.
Vou dar o meu exemplo . O meu divórcio fez alterar as minhas rotinas, o modo de vida, a minha maneira de ver as coisas e alguma realidade, e tudo um pouco...
Fui e vou equilibrando a coisa.
A maioria dos homens e das mulheres divorciados (as) que eu conheço e dos quais são conhecidos ou amigos "recomeçaram" de novo com novos parceiros. Acho bem, muito bem...a vida tem de continuar.
Aquilo que eu não gosto, é a necessidade recorrente de me dizerem que eu devia seguir o mesmo caminho, que não devia estar só, de ficar para trás, devia de arranjar uma companheira, "esposa", ou outras tais com o mesmo significado.
Bom eu tenho consciência própria e motivos mais que dignificantes e honrados para estar só e assim espero continuar, a menos que aconteça uma única coisa.
Eu tenho que elevar a "fasquia" ou encontrar alguém com a bitola que eu pretendo.
Se num momento da minha vida eu conheci, a tal , aquilo que nós designamos de "mulher da nossa vida"  e não deu certo, porque tenho eu de correr atrás do que não é certo e voltar a acontecer o mesmo?!
Não seria honesto comigo mesmo, nem com o outro ser.
Mesmo assim, com estas vicissitudes todas, considero-me um privilegiado pela vida, não é aquela que eu queria ter ou planeava, mas aos poucos, com calma, tranquilidade, vou aproveitando os bons ventos.
E isso é bom...tão bom, mesmo estando sozinho.