domingo, 12 de fevereiro de 2017

arte abandonada
















Eu lancei um desafio ao Srº Presidente, ele, na retórica de um politico, de muito interessado, porque era importante salvar o pouco de bom e maravilhoso que havia - disse que sim. Eu, gratuitamente fornecia os meios, a minha amizade com um casal amigo, ela restauradora e ele arquitecto de interiores ajudariam como podiam nos seus tempos livres nesta nossa missão. Sim, por que "isto" era uma Missão! Senti-me empolgado, independentemente do calor abrasador daquele verão do ano passado.
Quando recebi a mensagem final da autarquia, verifiquei que o ultimo passo, o ultimo folego para salvar "arte" portuguesa dos anos 60/70 era um lume que não tinha mais lenha por onde arder...« falta de verbas » era o que dizia na missiva.
Venho aqui todos os anos e tiro mais umas fotos, como se fosse uma despedida, e ano para ano tudo está mais destruído. Este não é o unico abandonado em Portugal, entre tantos, o tempo e o desinteresse pelas coisas, pelo restauro, pela qualidade,pelas valências que poderiam vir a trazer para as localidades esfumam-se.
Baptizei este local de "hotel Trivago" passo a publicidade...porque além de "vago" é mesmo um Hotel ! um grande e lindo Hotel.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

100 knots...V-one, Rotate !

Quem quiser saber, só por curiosidade, o que quer dizer este titulo faça o favor de pesquisar na net , porque só assim compreenderão a minha emoção nesta viagem que eu fiz até Marvão . 
"Prometido" há uns anos a mim mesmo, assim foi cumprido. Já posso morrer em paz!!!
Fiz este passeio sózinho, num estado lastimável de emoções, foi o melhor que eu fiz.
Há coisas que quando tem de ser, tem de ser mesmo...
É bom descobrir o melhor de nós, mesmo quando tem de ser  arrancado a ferros.
Fiquei dois dias, eu, um livro do Paulo Coelho, e um quarto de uma estalagem secular virada a Este, Espanha é já ali.





































domingo, 5 de fevereiro de 2017

a vida que vem a seguir


Não me lembro muito bem da minha idade na altura, penso que ainda não tinha ainda dez anos.
Perguntei ao meu avô muito querido onde ía tão apressado.
- Vou regar a horta, está muito calor e tem de ser tudo regado senão...só Deus sabe, vai dizer à tua mãe que vais comigo.
Fomos os dois para um terreno muito próximo de onde vivíamos.
Havia um poço, ainda lá está, e da última vez que fui até ao dito terreno vislumbrei um enorme silvado que escondia as suas paredes de pedra.
Lembro de tirar àgua do balanço , era assim o nome que dávamos aquela geringonça, era divertido tirar água de um poço.
Antigamente, não se ía ao mercado, toda a gente tinha uma couve, ou uma cenoura, um batatal, um tomateiro, sei lá que mais.
Esta imagem trouxe-me de volta a esses tempos, onde tudo era mais simples, onde a vida não tinha horário, o galo ditava a alvorada da manhã, e tinha como destino a ceia de Natal.
Passei um dia por aqui e vi esta imagem que num flash trouxe as memórias do meu avô, parei e fui tirar uma foto.
- Não tire a mim que sou velha e feia, tire às minhas couves, são muito mais bonitas.