Galgada a estrada por entre árvores que me conhecem e curvas que me são gentis, ao olhar-te, a minha alma desenha-se em imagens de cores subtis, mostrando-me a emoção na pequena baía adornada de azuis simples e mediterrânicos, a igreja de uma forma esquisita, é o centro, e tudo o resto são sonhos.
Chego sozinho, não se vê vivalma, o calor é tórrido, e o suor corre-me em bica, as aves, as mais velhas esvoaçam em sinal de prenúncio do que me pode acontecer aqui, e aqui acontece-me sempre alguma coisa que guardo para a vida.
Este vento enfeitado de Verão, deixa todos os aromas suavemente nos meus lábios como se fossem os teus dedos, moldados.
Viro-me por aqui e por ali, revejo-me em todos os sítios onde pisamos a dois, a essência está aqui, o resto é que não - e por tudo mais, esta água, o silêncio do vazio de um dia quente de Verão.
Viro-me por aqui e por ali, revejo-me em todos os sítios onde pisamos a dois, a essência está aqui, o resto é que não - e por tudo mais, esta água, o silêncio do vazio de um dia quente de Verão.
