quarta-feira, 15 de maio de 2024

As pessoas ...undiscloser desires

 - O que acontece quando morremos?

- Nao sei...!

- ...nao?!

-Sei que...sei que as pessoas que nos amam sentem saudades nossas.

- é...é verdade! e depois?

- Depois é nada...é como o amanha, nem sei o que vai acontecer! tudo a Deus pertence!

- Esse rapaz...e o Amor!

- Esse mesmo! um dia vais encontrà lo, mesmo!!! ...até estando vivo ainda, pode estar sentado ao teu lado e tu nem sabes!

- Que sabes tu de Deus?! nao sabes nada...

- Verdade! tudo verdade...

- Conta-me uma historia das tuas! daquelas interessantes...!!!

- Tenho tantas...antiga ou nova?

- Nova, as antigas sei-as de cor e salteado! sobre amor...

- Està bem...pode ser sobre amor. Um homem casou com uma mulher, mas levava outra no seu coracao. Viveu com a sua esposa até ao fim, amando a outra mulher. Quando a esposa morreu recolheu-se num asilo para idosos.

Esteve là quase 7 anos e acabou por falecer como todos os mortais! no dia do seu funeral estavam imensas pessoas, incluindo uma familia vasta e amigos de todos os cantos.

Tanta gente, de todos os lugares e como todos os mortais esquecido!

O tempo foi passando, passando...um dia o filho mais velho numa ida ao cemiterio viu uma velhinha , muito velhinha com uma bengala a apoiar-se nela e que de alguma maneira suportava o seu corpo magro tolhido pela idade. Depositara uma flor na campa do seu pai.

Ao que ele perguntou, quem era, e se conhecia o seu pai, pois, ele nunca tinha visto nem conhecia tal mulher, tal velhinha.

A velhinha olhou para ele, agarrou enfraquecida nos bracos do rapaz e disse-lhe, eu nao sou ninguem, mas era TUDO para o teu pai! 

Descaiu os bracos, apoiou-se na bengala e foi embora daquele lugar.

- Que historia de merda...sem interesse nenhum!

- Pediste-me para te contar uma historia interessante, e esta em particular è muito interessante! pelo menos para mim!

- Eu acho uma historia sem sumo, diria mesmo deprimente!!!

- Estàs longe, muito longe de saber o que é o Amor, ou amar alguem! por isso nao percebeste a historia...

(...)

- 

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