sábado, 9 de fevereiro de 2019

a sede de agua que não há

Há muito tempo que não vinha (aqui) escrever umas palavras no meu blogue, ando cansado, muito, espero uma reviravolta para este ano, mudar de país em absoluto, chega de países eslavos, frios, acho que já chega...a não ser que exista alguma  coisa que me faça pensar o contrário.
Tenho mais dois amigos que não são portugueses mas brasileiros, são divertidos e estão apaixonados pelo país!!!O curioso, já estavam cansados do calor, dos roubos, e da insegurança.
Aqui podemos sair à noite sem ninguém dizer nada. Fiquei inquieto com aquelas palavras. Estará o Brasil assim tão mau! depois de tantos anos?!
Fui à Bulgária entretanto, tirei 3 dias e fui num longo fim de semana, país bonito, pessoas acolhedoras, goulash maravilhoso. A cidade de Sófia é muito bonita, é muito parecia com Bratislava, com os seus elétricos antiquíssimos, tal como nas cidades de Lisboa e Porto dos anos 70.
Entretanto, vou tomando algumas decisões, isto de ter 47 bate cá dentro, e agora é continuar lentamente ao sabor do meu VELEIRO lentamente sobre o mar imaginário.
Numa das ultimas semanas, uma sexta, porque é sempre à sexta feira que isto me acontece...bate-me uma coisa cá dentro, daquelas bem fortes! de arrebenta coração!!! toma lá disto para ver se aprendes. O que eu digo sobre mim mesmo. Não é que eu tenho uma má auto-estima de mim mesmo! mas eu próprio sou muito critico de mim mesmo, só isso.
Então, fui ao Google maps, e faço aquilo que eu gosto, imagino-me ao volante do meu "velhinho" Porsche 911 ,branco, e vou por aí nessas aldeias que eu ainda não descobri ao vivo. Desta vez, bateu a saudade e fiz meia hora de estrada pela Ribeira de Alge - há anos que não passo por lá! tenho histórias, tenho lembranças boas: pesca, os meus passeios solitários nos anos 90, fins de ano a conduzir de cachimbo, que eu perdi algures não sei onde, pensar, e vi aquele imenso rio verde, aquelas casas, um parque de campismo novo que eu nem sabia que existia, uma ponte nova, onde ali tão perto fiz amor com alguém há séculos, ali veio tudo à cabeça, e as questões voltam a rondar a minha cabeça. A pergunta é sempre a mesma.
Qual será o meu destino de chegada.
Boa semana a todos.

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